Essa coloração avermelhada é um fungo(?) que sobrevive nas árvores que se encontram em locais com 100% de ar puro! Segundo especialistas locais que me deram essa informação, os fungos aqui são bem vindos e muito respeitados. Sendo assim respire fundo(dica 4) e aproveite! De qualquer maneira farei um estudo sobre a veracidade dos fatos e em breve trago nome e sobrenome do amiguinho, ou não.

Buscando informações , encontrei:
Em http:// holosecologiaintegral.blogspot.com.br encontrei as seguintes informações:
" Se você é ligado em Meio Ambiente, talvez já tenha ouvido falar que oHerpothallon rubrocinctum ou até pouco tempo atrás, Cryptothecia rubrocincta, mais conhecido como líquen rosa (ou vermelho) é um indicador natural da qualidade atmosférica. Fala-se que esse fungo liquenizado surge apenas em lugares em que o ar é 100% puro ou próximo disso.
Segundo o liquenólogo Adriano Afonso Spielmann, doutor em Liquenologia pelo Intitulo de Botânica (IBt), "não há, ainda, evidências de que o Herpothallon rubrocinctum seja indicador da qualidade do ar". Spielmann explica que "esse líquen é bastante comum em bordas de matas ou trilhas, de modo que as pessoas acabaram associando isso ao fato de que alguns líquens realmente sejam indicadores do ar. Aí a coisa deve ter tomado fama e hoje muitos pensam assim." Desfeito o mito, vale apreciar a beleza desse líquen tão emblemático! "
Em http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/02/29/liquens encontrei as seguintes informações:
Uma equipe de pesquisadoras brasileiras usou duas espécies de liquens como ferramenta para avaliar a qualidade do ar da área urbana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O estudo, divulgado em janeiro de 2012 na publicação científica Environmental Pollution, avaliou as alterações causadas pela poluição na fisiologia e na morfologia de exemplares de Parmotrema tinctorum e deTeloschistes exilis. Nesses organismos, que são simbioses entre uma espécie de fungo e uma de alga, foram detectados metais pesados como cádmio, mercúrio, zinco e chumbo, além de enxofre, resultado da queima de combustíveis fósseis e prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Os liquens são usados como biomonitores principalmente em países europeus e nos Estados Unidos.
O estudo é o mais recente de cinco artigos resultantes da tese de doutorado de Márcia Isabel Käffer sobre o monitoramento da qualidade do ar na capital gaúcha por meio de liquens. O trabalho foi concluído no ano passado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul com orientação da especialista em genética e biologia molecular Vera Maria Ferrão Vargas, do Programa de Pesquisas Ambientais, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM). “Os liquens absorvem da água e do ar os nutrientes para seu desenvolvimento. Se há algum poluente no ar, ele também é absorvido pelos liquens e se aloja em suas células, podendo até ser metabolizado”, explica Márcia. Por meio de análises em laboratório e ao microscópio, o grupo conseguiu analisar as concentrações dos metais pesados e de outros elementos químicos, além de danos morfofisiológicos nesses organismos.
Outro resultado inédito, segundo Márcia, é a comprovação de que as duas espécies absorvem produtos resultantes da queima dos combustíveis, os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), que podem ser uma causa de alguns tipos de câncer humano.
Estima-se que existam em torno de 13.500 espécies de liquens no mundo, sendo 2.874 no Brasil e destas, 912 registradas no Rio Grande do Sul. Calcula-se que cerca de 150 espécies habitam ambientes urbanos, sendo algumas delas resistentes à poluição. Dessa maneira, um ambiente com árvores ou postes repletos de liquens não necessariamente estão livres de poluição. “As espécies tolerantes à poluição podem ocupar o lugar das que desapareceram devido à ação dos poluentes”, diz Márcia.
Isso significa que os liquens podem servir como biomonitores em programas de monitoramento da qualidade do ar em outras cidades brasileiras? “Sim, mas a metodologia deve ser adaptada para outros casos”, responde Márcia. Para isso, o local a ser monitorado deve ter liquens. Mas não espere que eles funcionem como um ponteiro com indicação instantânea: os liquens não detectam mudanças rápidas, por isso são úteis para avaliar alterações anuais no teor de poluentes ou do ambiente. Por enquanto, Márcia verifica a possibilidade de desenvolver um programa de longo prazo para monitoramento da qualidade do ar na capital gaúcha usando esses organismos.